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terça-feira, 12 de abril de 2022

 

Fronteira do Retiro / Campo Maior – Badajoz
Liga a localidade alentejana de Campo Maior com Badajoz pela estrada N-371 do lado português e pela BA-020 do lado espanhol, também chamada “carretera de Campo Maior”. As duas cidades estão separadas por 14 km.




Edifícios dos antigos postos fronteiriços 




             A diferença do piso define com precisão o limite fronteiriço



Campo Maior
Em Maio de 1297, o Tratado de Alcanizes assinado por D. Fernando IV, rei de Leão e Castela e D. Dinis, rei de Portugal, determina que Campo Maior juntamente com Olivença e Ouguela passam a fazer parte de Portugal.
O castelo de Campo Maior foi reedificado por D. Dinis em 1310, e foi no século XVII e XVIII que se levantaram fortificações tornando Campo Maior numa importante praça-forte de Portugal. Como reflexo da influência castelhana em Campo Maior, durante a Revolução de 1383-1385, a guarnição militar e os habitantes da vila colocam-se ao lado do rei de Castela, tornando-se necessário que o Rei João I de Portugal e D. Nuno Álvares Pereira se deslocassem propositadamente ao Alentejo com os seus exércitos para a cercarem durante mais de um mês e meio, tendo-a ocupado pela força em fins de 1388.
Desde os fins do século XV, muitos dos perseguidos pela Inquisição em Castela refugiaram-se em Portugal, tendo a população de Campo Maior aumentado substancialmente à custa da fixação de residência de muitos desses foragidos.
A comunidade judaica ou rotulada como tal era tão numerosa na vila no século XVI que nas listas dos apresentados em Autos de fé realizados em Évora pela Inquisição, Campo Maior aparece entre as terras do Alentejo com maior número de acusados de judaísmo.
A guerra com Castela a partir de 1640 vai produzir as primeiras grandes transformações, com a necessidade de fortificar a vila e construir uma nova cintura amuralhada para defesa dos ataques dos exércitos castelhanos,
A vila torna-se naquele tempo o mais importante centro militar do Alentejo, depois de Elvas e foi palco de cercos e batalhas com os castelhanos e com tropas francesas, mas a sua resistência foi tal que a vila ganhou o título de Vila Leal e Valorosa.



 Castelo e muralhas

























domingo, 10 de abril de 2022

 Fronteira do Caia / Elvas - Badajoz
Tem o nome de fronteira do Caia, devido à divisão fronteiriça ser demarcada pelo rio Caia, um afluente do Guadiana. Efetua a ligação entre Elvas e Badajoz, cidades separadas por  10 km, que possuem uma larga história em comum.


É a terceira fronteira mais movimentada do país e apresenta duas passagens:
*A principal pela autoestrada portuguesa A6 e espanhola A5
*A secundária, a primitiva fronteira do Caia que serve atualmente trânsito local, ou para os nostálgicos à procura de vestígios do passado. A entrada para esta fronteira faz-se saindo para a estação de serviço do Caia, ou vindo desde Elvas pela antiga N4 que segue paralela com a autoestrada

Fronteira principal desde Elvas pela A6




A fronteira principal à esquerda e a secundária à direita, com o rio Caia a delimitar






A particularidade desta fronteira são os antigos edifícios das alfândegas dos dois países e todo um conjunto de edifícios de apoio, como as antigas moradias dos funcionários, a maioria em estado de abandono. 









Passando a linha de fronteira encontramos os antigos edifícios fronteiriços de Espanha





Aqui ao fazer os registos fotográficos, inadvertidamente fotografei um edifício da Guardia Cívil que se encontra no local, em poucos segundos fui abordado por uma patrulha que quis saber porque é que estava fotografando já que é proibido fotografar instalações militares, explicações dadas, nada se passou.

Badajoz
Capital da província homónima, maior cidade da Estremadura, e principal centro económico da região, é o terceiro maior município de Espanha em área, e tem cerca de 150.000 habitantes. Badajoz e a vizinha portuguesa Elvas possuem uma larga história em comum, que passa por batalhas, e também por solidariedade, como foi o caso notável do período da guerra civil espanhola, em que os portugueses deram abrigo aos espanhóis, e pelo contrabando.
Na segunda metade do século XVII, foram construídas as Fortificações de Vaubán, para reforçar as defesas de Badajoz pelas guerras de separação de Portugal da Coroa da Espanha, entre 1640 e 1668, a sua disposição respeitou a Alcáçova Árabe na qual se apoia. Constitui um completo sistema de muralhas e todos os demais elementos complementares próprios de este modelo de fortificação que representam um exemplo de engenharia militar da época.
 
Click no link e veja o vídeo de Badajoz

Ponte das Palmas sobre o rio Guadiana

Porta das Palmas
Trata-se talvez do monumento mais representativo da cidade, fica situada em frente à Ponte das Palmas, e foi a porta de entrada mais importante da cidade, onde ficava o controlo aduaneiro, no século XIX foi a prisão real.


 Porta da Alcazaba




Alcazaba e fortificações




Plaza Alta



Plaza de España